Sou o Max, e esta é uma doença que todos os tutores de cães em Portugal devem conhecer. A leishmaniose canina é uma doença grave, mas com prevenção e acompanhamento veterinário é possível controlá-la.
Informação geral e educativa. O diagnóstico e o tratamento são sempre decididos pelo veterinário.
O que é a leishmaniose?
É uma doença causada por um parasita (Leishmania infantum) que é transmitido ao cão pela picada de um pequeno insecto chamado flebótomo (mosquito-palha). Em Portugal está presente em várias regiões, sobretudo em zonas mais quentes, e é mais frequente nos meses de calor, entre a primavera e o outono.
Sintomas
Os sinais podem demorar meses ou anos a aparecer e variam muito:
- Perda de pelo, sobretudo à volta dos olhos e orelhas, e descamação da pele;
- Feridas que não saram, sobretudo no focinho, orelhas e almofadas;
- Unhas muito compridas e quebradiças;
- Perda de peso e de massa muscular, apesar de comer bem;
- Falta de energia, febre;
- Sangramentos do nariz;
- Problemas nos olhos, nos rins e nas articulações.
Alguns cães infetados podem não mostrar sinais durante muito tempo.
Diagnóstico
O veterinário faz o diagnóstico com análises ao sangue e testes específicos, e pode fazer exames para avaliar o estado dos rins e outros órgãos. Não tentes diagnosticar em casa.
Tratamento
A leishmaniose não tem cura definitiva na maioria dos casos, mas pode ser controlada com medicação prescrita pelo veterinário e com consultas e análises regulares. Com acompanhamento, muitos cães têm uma boa qualidade de vida. O tratamento nunca deve ser interrompido ou alterado sem indicação veterinária.
Prevenção
A melhor estratégia é combinar várias medidas, de acordo com o veterinário:
- Coleiras repelentes ou outros produtos antiparasitários com ação repelente contra flebótomos;
- Vacina contra a leishmaniose, nos cães em que o veterinário a considere adequada;
- Evitar passeios ao entardecer e ao amanhecer, que é quando os flebótomos estão mais ativos, sobretudo nos meses quentes;
- Mosquiteiros e redes finas nos locais onde o cão dorme;
- Análises periódicas para detetar a infeção cedo.
É perigosa para as pessoas?
O cão não transmite diretamente a doença às pessoas: a transmissão faz-se pelo mosquito. Ainda assim, a doença existe em humanos, sobretudo em pessoas com o sistema imunitário enfraquecido. Fala com o médico se tens dúvidas.
Perguntas frequentes
Um cão com leishmaniose tem de ser abatido?
Não. Em Portugal, muitos cães vivem anos com a doença controlada, com tratamento e acompanhamento veterinário.
Todos os cães em Portugal estão em risco?
O risco varia com a região e a época, mas deve ser considerado em todo o país. Pergunta ao teu veterinário.
Uma coleira chega?
Ajuda muito, mas deve ser combinada com outras medidas. Vê mais sobre produtos de proteção no nosso futuro guia de coleiras antiparasitárias.
Resumindo: prevenir é o melhor remédio. Fala com o veterinário sobre as melhores medidas para o teu cão.
Como se transmite
A leishmaniose é transmitida pela picada de um pequeno mosquito, o flebótomo. Não se transmite por contacto normal entre cães. Os flebótomos estão mais ativos nos meses quentes e ao entardecer e durante a noite.
Prevenção em várias camadas
Nenhuma medida protege sozinha. O veterinário pode recomendar uma combinação de repelente específico contra flebótomos (coleira, pipeta ou outro formato, conforme o produto), evitar passeios ao entardecer e de madrugada nas épocas de maior risco, manter o cão dentro de casa à noite e, quando indicado, a vacinação. Faz também testes de rastreio com o veterinário, que decide a frequência.
O diagnóstico exige exames
Os sintomas podem ser muito variados (queda de pelo, feridas na pele, unhas muito compridas, perda de peso, problemas nos rins). Por isso, o diagnóstico é feito com análises e testes específicos, e a interpretação deve ser feita pelo veterinário.
Viver com um cão com leishmaniose
Muitos cães diagnosticados vivem bem com tratamento e acompanhamento veterinário regulares. O veterinário define o plano, a medicação e as consultas de controlo. Não alteres nem suspendas a medicação por tua conta.
Fontes
Informação geral baseada em recomendações de organizações veterinárias reconhecidas, como a WSAVA (World Small Animal Veterinary Association), e em informação oficial portuguesa da DGAV (Direção-Geral de Alimentação e Veterinária). Este artigo é informativo e não substitui a consulta com o seu médico veterinário.
🐶 Nunca mais se esqueça de uma vacina ou desparasitação
Receba lembretes grátis por email para o seu peludo.
Max é o mascote cão da Peludos.pt e escreve os guias sobre cães e a vida em Portugal. Os conteúdos são informativos e não substituem o veterinário.