Olá, eu sou o Max e, se há coisa que me interessa, é comida! Quem tem um cão em casa já ouviu a pergunta mil vezes: “isto o cão pode comer?” Aqui fica uma lista simples, pensada para Portugal, com o que costuma ser seguro, o que deve evitar e como oferecer cada alimento.
Nota: este guia é informativo e geral. Se o teu cão tem uma doença, está a fazer uma dieta especial ou comeu algo estranho, fala com o teu médico veterinário.
Regras de ouro antes de dares petiscos
- A base da alimentação deve ser uma ração completa e equilibrada (ou uma dieta caseira desenhada por um veterinário).
- Os extras (petiscos, fruta, legumes) não devem passar de cerca de 10% da comida do dia.
- Introduz um alimento novo de cada vez e em pouca quantidade, para perceberes se o cão tolera bem.
- Corta em pedaços pequenos, sem caroços, sementes, casca dura nem espinhas.
- Sem sal, açúcar, temperos, molhos ou fritos.
Frutas que o cão pode comer
- Maçã: sem grainhas nem o centro. Boa fonte de fibra e crocante.
- Banana: pequenas rodelas, de vez em quando. É calórica, por isso moderação.
- Melancia: só a polpa, sem sementes nem casca. Refrescante no verão.
- Melão: polpa, sem casca nem sementes, em pouca quantidade.
- Pera: sem caroço nem grainhas.
- Morangos e mirtilos: lavados, em pequenas porções.
- Manga e pêssego: apenas a polpa, sem o caroço.
Legumes e hortícolas permitidos
- Cenoura: crua ou cozida. Muitos cães adoram e ajuda a roer.
- Abóbora e batata-doce: cozidas, sem sal. Boas para o trânsito intestinal.
- Feijão-verde, ervilhas e pepino: opções leves.
- Courgette e brócolos: cozidos e em pouca quantidade (os brócolos em excesso podem irritar o estômago).
Proteínas e outros alimentos
- Frango, peru e carne magra: sempre cozidos, sem pele, sem temperos e sem ossos.
- Peixe cozido (pescada, salmão): sem espinhas e sem sal.
- Ovo cozido: bem cozido, em pequenas quantidades.
- Arroz branco e massa simples cozidos: sem sal nem molhos, ocasionalmente.
- Iogurte natural sem açúcar e sem adoçantes: pouca quantidade, e só se o teu cão tolerar lactose.
O que o cão NÃO deve comer
Estes alimentos podem ser tóxicos ou perigosos, e o melhor é mantê-los fora do alcance:
- Chocolate e cacau;
- Uvas e passas;
- Cebola, alho e cebolinho;
- Xilitol (adoçante presente em pastilhas, bolachas e alguns manteigas de amendoim);
- Nozes de macadâmia;
- Álcool e café;
- Ossos cozidos (podem lascar) e ossos pequenos;
- Alimentos muito salgados, fritos ou gordurosos.
Se suspeitas que o teu cão comeu algo tóxico, não esperes pelos sintomas: liga já para a tua clínica veterinária ou para um serviço de urgência e diz o que comeu, a quantidade e há quanto tempo.
Quanto posso dar?
Como regra prática, os extras devem ser pequenos pedaços e ocasionais. Um cão pequeno precisa de muito menos do que um cão grande, e os excessos acabam muitas vezes em diarreia, gases ou aumento de peso. Se o teu cão tem excesso de peso, conta os petiscos como parte da comida do dia.
Perguntas frequentes
O cão pode comer fruta todos os dias?
Pode, em pequenas quantidades, desde que seja uma fruta segura e o cão a tolere bem. Mas não deve substituir a ração.
O cão pode comer arroz?
Sim, arroz branco cozido e sem sal pode ser dado ocasionalmente, por exemplo em dietas leves recomendadas pelo veterinário.
O cão pode comer pão?
Um pedaço pequeno de pão simples não costuma ser perigoso, mas não traz benefícios e engorda. Nunca dês pão com alho, passas ou massa crua.
O cão pode comer ovo?
Sim, bem cozido e em pequenas quantidades. O ovo cru não é recomendado.
E se o meu cão tem alergias ou problemas de pele?
Alguns cães reagem a determinados alimentos. Se notares comichão, vómitos ou diarreia depois de um novo alimento, suspende-o e consulta o veterinário.
Resumindo: fruta e legumes simples, bem preparados, são ótimos petiscos. Na dúvida, pergunta ao teu veterinário. Os guias do Peludos.pt vão estar sempre por aqui para te ajudar.
Como introduzir um alimento novo
Mesmo um alimento seguro pode dar problemas se for estreado em grande quantidade. Oferece uma porção muito pequena, espera um ou dois dias e observa: fezes moles, vómitos, comichão ou falta de apetite são sinais para parar e falar com o veterinário. Experimenta um alimento novo de cada vez, para saberes qual deu problemas, se for o caso.
Os petiscos não podem passar de uma pequena parte da dieta
A regra prática mais usada por veterinários é que petiscos e extras fiquem numa fração pequena das calorias do dia (cerca de 10%), com o resto vindo de uma ração ou dieta completa e equilibrada. Em cães pequenos, meia cenoura já é muito. Se usas petiscos para treino, corta-os em bocadinhos minúsculos e desconta-os da refeição.
Intoxicação: sinais de alerta
Alguns alimentos comuns lá em casa são perigosos para os cães, como chocolate, uvas e passas, cebola, alho, macadâmias, álcool e produtos com xilitol (um adoçante presente em algumas pastilhas e produtos sem açúcar). Se o teu cão comeu algum destes, não esperes por sintomas: liga já ao teu veterinário ou à urgência veterinária mais próxima e diz o que comeu, a quantidade aproximada e quando. Não provoques o vómito sem indicação do veterinário.
Cães com condições especiais
Cachorros, cães idosos, cães com excesso de peso, diabetes, problemas renais, pancreatite ou alergias alimentares têm regras próprias. Nestes casos, a lista de alimentos permitidos deve ser definida com o veterinário, porque um petisco inofensivo para outro cão pode ser uma má ideia para o teu.
Resumo rápido
- Base: ração ou dieta completa e equilibrada.
- Extras: poucos, pequenos, sem sal, sem temperos e sem ossos cozinhados.
- Alimento novo: pouco de cada vez, um de cada vez.
- Dúvida ou suspeita de intoxicação: veterinário, sem esperar.
Fontes
Informação geral baseada em recomendações de organizações veterinárias reconhecidas, como a WSAVA (World Small Animal Veterinary Association), e em informação oficial portuguesa da DGAV (Direção-Geral de Alimentação e Veterinária). Este artigo é informativo e não substitui a consulta com o seu médico veterinário.
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Max é o mascote cão da Peludos.pt e escreve os guias sobre cães e a vida em Portugal. Os conteúdos são informativos e não substituem o veterinário.